Companheiro Paulo Henrique, presente!

É com muito pesar que o SINDIFES vem juntar sua voz a de milhares de trabalhadores e trabalhadoras da base da FASUBRA, em todo o Brasil, pelo falecimento do companheiro Paulo Henrique Rodrigues dos Santos, trabalhador Técnico-Administrativo em Educação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ocorrida na quinta-feira, 04 de janeiro de 2018. Seu sepultamento aconteceu na sexta-feira, 05, em Uberlândia, Minas Gerais, e foi acompanhado de familiares, amigos e militantes do movimento sindical e popular de todo o Brasil. O legado de Paulo Henrique foi a luta de toda uma vida em defesa de melhores condições de vida, salário, trabalho e em especial por uma universidade pública, gratuita e autônoma.

Mineiro de Araguari, PH, como era conhecido, foi um grande militante das causas populares e sociais: era sindicalista, filiado ao Partido dos Trabalhadores, cutista – inclusive já tendo ocupado cargos na direção da CUT Minas – e importante liderança na FASUBRA Sindical, em que ocupou, por quatro gestões, o cargo de Coordenador Geral - de 2002 a 2004; 2004 a 2006; 2009 a 2011 e de 2012 a 2014. Na gestão de 2006 a 2008, foi coordenador Jurídico na Federação. Concomitantemente, por muitos anos, ocupou cargos na gestão do SINTET-UFU, sindicato ao qual era filiado e tinha especial carinho.

Se a FASUBRA marcou seu nome na história da organização do trabalho técnico-administrativo nas universidades e institutos federais brasileiros, Paulo Henrique particularmente deixou importante contribuição: dentre outros inúmeros desafios, foi um dos principais articuladores da criação da atual carreira dos TAE, participando ativamente do processo de construção do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), no âmbito das instituições federais de ensino, vinculadas ao Ministério da Educação (Lei 11.091/05).

Neste momento tão conturbado em que vive o Brasil, lutadores como Paulo Henrique fazem muita falta. Mas, na ausência física, fica a memória da sua ação contínua e o legado da sua grande contribuição ao movimento sindical, aos trabalhadores, à universidade pública e ao país - o conhecimento especializado que adquiriu com muitas leituras e estudo sobre os assuntos aos quais se propunha discutir; a experiência em processos negociais; a capacidade de diálogo; a paciência com todos/as; a abnegação construída nas longas ausências do lar e da família; a crença nos projetos da esquerda e em uma sociedade melhor; a possibilidade de construção de um novo mundo, com menos desigualdades e mais justiça.

Paulo Henrique se foi, mas certamente seu trabalho frutificará nas novas gerações e nas pessoas que se dispõem a continuar a luta que nunca cessa!

“Não te aflijas com a pétala que voa: também é ser, deixar de ser assim...”

(Cecília Meireles)