Deputados tentam silenciar a CUT Minas

Diante da tentativa de censura que os deputados federais mineiros Newton Cardoso Junior, Raquel Muniz e Jaime Martins tentam impor a CUT/MG através da judicialização da campanha de esclarecimento sobre a antirreforma da previdência (PEC 287) que tramita na Câmara dos Deputados, a Central esclarece:

1. A publicidade institucional veiculada pela Central Única dos Trabalhadores em Minas Gerais está amparada na Constituição da República, em especial nos art. 5º, IV, IX, XIV, XVII, no art. 8º, III e no art. 220, §1º e §2º. Trata-se de uma prática inerente ao próprio do Estado Democrático de Direito

2. Pessoas investidas no mandato popular devem prestar contas pelo exercício desta representação sendo, por conseguinte, cobrados para que não se posicionem contrários aos interesses da sociedade, como no caso da “antirreforma da previdência”.

3. A campanha institucional “se votar, não volta!” é nacional e reflete diretriz definida em resolução pela 15ª plenária estatutária da CUT contra as antirreformas trabalhista e da previdência.

4. Já nos ensinou o ditado popular “quem não deve, não teme”. Utilizar o Poder Judiciário para tentar silenciar a Central Única dos Trabalhadores demonstra uma lamentável ausência de postura democrática e explicita um medo de que a população saiba as consequências do posicionamento dos parlamentares. Em 2017, a CUT Minas participou de reunião promovida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais a CUT para debater o posicionamento dos deputados federais mineiros sobre a antirreforma da Previdência. Os citados deputados não apareceram. Insistentemente foram procurados em seus escritórios regionais para dialogarem sobre a mesma reforma. Não obtivemos sucesso em nenhuma tentativa.

5. A CUT Minas continuará seu trabalho de lutar para que a antirreforma da previdência, por todos os prejuízos que trará a população, NÃO SEJA APROVADA. E que todos os parlamentares respondam junto à população pelo posicionamento que tiverem.