Mais de mil trabalhadores participam do XXIII CONFASUBRA

Cerca de mil trabalhadores participam do XXIII Congresso da FASUBRA que começou no último domingo, dia 6 de maio, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Como os períodos da manhã e tarde dedicados para o cadastramento dos delegado a abertura do Congresso foi feita às 20h no Cenacon (Centro de Convenções). Na mesa de abertura representantes das forças políticas de compõem a Federação saudaram as delegações e discursaram sobre a necessidade de unidade e fortalecimento da Categoria dos Técnico-Administrativos em Educação.

Nos próximos dias o CONFASUBRA irá discutir e deliberar um plano de lutas para a Categoria dos Técnico-Administrativos em Educação e eleger a próxima direção da Federação. Em um contexto de ataque aos trabalhadores, o Congresso será um importante instrumento de resistência e construção de estratégias de enfrentamento aos ataques e retiradas de direitos.

Unidade é desejo de todas as forças

Gibran Jordão, coordenador geral da Federação, abriu o Congresso saudando os trabalhadores e trabalhadoras que fazem parte da Categoria e que participam deste momento. “Estamos diante de um novo front e precisamos votar um calendário de lutas que unifique a Categoria, que unifique os Trabalhadores e que aponte para um greve que possa derrotar o Governo Temer”, disse. Ele lembrou que o Congresso tem um importante passo este ano, pois irá renovar a direção da Federação.

A coordenadora da FASUBRA, Leia de Souza, lembrou que a Federação é respeitada nacionalmente porque é um entidade combativa e ativa e que o Congresso está sendo realizado em um momento em que nossos direitos estão sendo cortados. “Estamos indignados com a prisão ilegítima do presidente Lula. É um momento desafiante pois caiu a máscara do golpe, que não era apenas tirar a presidenta Dilma e sim acabar com a soberania nacional, com a democracia, retirar direitos e acabar com as universidades públicas. Precisamos retomar nosso projeto de universidade cidadã para os trabalhadores, nosso projeto de hospitais universitários e retomar nossos direitos”, discursou.

Para Rogério Mazola, também coordenador geral da FASUBRA, o momento é único pois as universidade tem sido alvo de ataques. “Vivenciamos um golpe, construímos três greves na últimas gestão, em 2015 para um acordo salarial, em 2016 contra a PEC 55, do congelamentos dos gastos, e em 2017 para retomar as negociações e contra a reforma da previdência. A Categoria tem atendido o chamado e nossa base produziu uma luta enorme como nenhuma outra foi capaz.” Segundo ele, é necessário que a FASUBRA se uma a outras Categoria do setor da Educação e do Serviços Públicos para enfrentar a conjuntura atual.

Representando a Andes, o Reitor da Universidade Federal de Alfenas, Sandro Amadeu Cerveira, saudou os participantes e reafirmou a importância da unidade na luta dos setores da Educação. “Temos que nos unir pela pauta da universidade pública de qualidade e pela democracia, pois ambas atacadas de forma vil e cruel em nosso país. Temos universidade públicas eficientes, que tem um papel social, que atende estudantes carentes e produz a maior parte do conhecimento científico deste país. O relatório do Banco Mundial não condiz com a realidade”.

Falando em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), João Paulo Ribeiro, disse estar vivendo uma das piores épocas das universidade públicas do Brasil. “Nem mesmo a ditadura, os fascistas e direitistas atacaram com tanta brutalidade e repressão as universidades. Estamos num momento em que caminhamos para não podermos mais realizarmos um Congresso como este. Temos que construir uma unidade e nos mantermos juntos para retomar o poder e nossos direitos”, discursou.

Pela Intersindical, Gabriel de Freitas, relembrou as lutas da Federação contra a PEC da Morte e contras a reforma da Previdência. Mesmo diante de um conjuntura ruim ele acredita que a unidade pode superar as dificuldades. “O golpe não era apenas tirar a presidenta Dilma, era vender a Eletrobrás, retirar direitos e acabar com a soberania. Sem a classe unida será difícil enfrentar esta conjuntura. Precisamos da unidade para defender os trabalhadores e as universidades”.

A Secretária de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG), Rosângela Gomes Soares da Costa, apontou a intensificação do golpe e a necessidade de uma unidade real que fortaleça a Categoria e seja capaz de fazer a resistência que os trabalhadores precisam. “Nossa tarefa aqui é levar a resistência para além de nós, além dos muros das universidade e cefetes. Precisamos retomar a democracia e esta retomada deve começar pelas universidades. Não sairemos da luta, não deixaremos as ruas e não arredaremos os pés enquanto não recuperarmos nossos direitos tomado pelo golpe. É necessário resistir com a energia e vigor que está luta exige!”

Fechando a mesa de abertura, David Lobão, em nome do CSP Conlutas afirmou que é necessário espaços democráticos para o construção da classe trabalhadora que pensa e constrói diferente, mas tem objetivos comuns. “Nossa luta é contra a direita e o Temer e para enfrenta-los é preciso uma frente ampla”, finalizou.

Apresentação das teses

Após a mesa de abertura foi votado o regimento do Congresso já discutido e aprovado em duas plenárias anteriores. Em seguida foram apresentadas as 9 teses inscritas no Congresso. Os textos abordam conjuntura nacional e internacional, propostas de alcance nacional e local. Clique aqui para acessar o livro de teses.



The Pulso em Chamas contagia participantes do Congresso

Com os encerramentos dos trabalhos, a banda Drag de Belo Horizonte, The Pulso in Chamas, agitou o Cenacon. Formada por artistas Queers que performam a Arte Drag, o show fez uma costura por diversos gêneros musicais evocando o universo LGBT, Negro e Feminino, com músicas e hits de Karol Conká, Rosana, Liniker, Não Recomendados, Queen, Frenéticas, músicas pop, releituras dos anos 80 e 90 entre outros.

Confira a programação do Congresso