FASUBRA participa de reunião do Forgepe

A FASUBRA Sindical participou, na manhã de ontem (20), de uma reunião com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Gestão de Pessoas (Forgepe). O encontro ocorreu na sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília, e debateu alguns dos desafios enfrentados pelas universidades brasileiras na atual conjuntura sociopolítica.

A Federação foi representada pelos coordenadores João Paulo Ribeiro e Marcelino Rodrigues, além do assessor jurídico Cláudio Santos e do plantão de Yghor Alves. A Instrução Normativa 02/2018 foi um dos principais assuntos abordados.

A medida, publicada pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG) no dia 12 de setembro, centraliza o controle das condições de trabalho dos servidores no próprio governo quanto ao registro de frequência, banco de horas e afastamento de dirigentes, por exemplo. A FASUBRA avalia a situação como um ataque à autonomia universitária garantida na Constituição Federal, que está acima de decretos, normativas e portarias.

As conquistas do movimento de trabalhadores também correm um sério risco e ameaça com o regramento de atividades sindicais em defesa da categoria. Por isso, a entidade defendeu, junto ao Forgepe, o fortalecimento da autonomia das instituições federais, mesmo diante de intensa pressão do governo e órgãos de controle.

Entre as partes, ficou decidido que haverá um canal de comunicação aberto entre a FASUBRA e os dirigentes das universidades que possibilite a troca constante de informações, documentos e a resolução de problemas internos, por meio do diálogo. Qualquer conflito envolvendo punição a lideranças sindicais deverá ser comunicado à Forgepe para que o caso seja acompanhado.

Os pró-reitores também manifestaram interesse em realizar uma reunião com o GT de carreira da FASUBRA e de ter acesso ao parecer técnico da entidade sobre a IN 02/2018. Diante da instabilidade criada pela transição política no governo federal, mais do que nunca, ficou acertado que é preciso haver entendimento e unidade para assegurar a defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade no país.

Foto: ASCOM/Andifes