Plenária da FASUBRA discutiu estratégias para enfrentar os ataques à Categoria

No terceiro e último dia da Plenária Nacional Comemorativa dos 40 anos, coordenadores e delegados votaram e aprovaram o calendário e plano de lutas dos próximos meses e os encaminhamentos. O evento, realizado durante três dias na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), foi um sucesso e contou com a participação de mais de 160 pessoas.

Os técnico-administrativos inscritos ainda deram continuidade a análise de conjuntura política e destacaram a necessidade de mobilização permanente da categoria em defesa da Educação e das Universidades Públicas.

Um vídeo institucional em homenagem aos 40 anos, com depoimentos de ex-coordenadores gerais da FASUBRA, foi apresentado à plenária. O vídeo fala sobre o desenvolvimento da entidade, as principais lutas e conquistas da categoria. Houve também uma intervenção artística com a exibição de músicas que marcaram o movimento sindical ao longo dos anos.

Em breve a FASUBRA divulgará o Informe da Direção (ID) com todos os detalhes da Plenária.

Plenária discute estratégias para enfrentar os ataques à categoria

O segundo dia da Plenária Nacional da FASUBRA, realizada neste sábado (8) na Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, iniciou com os informes de base. Os delegados falaram sobre as ações promovidas recentemente, as pautas internas das Universidades e as principais lutas dos técnico-administrativos, como a retirada das 30 horas, o ponto eletrônico, o problema da insalubridade, a mordaça na Educação, entre outras questões.

No período da tarde, os coordenadores fizeram a análise de conjuntura política e discutiram as estratégias que serão adotadas em 2019 para o enfrentamento das ameaças à categoria. Um representante de cada uma das forças da Federação fez a avaliação de conjuntura, foram eles: Toninho, José Maria Castro, Rosângela Costa, João Paulo Ribeiro e Valdenice Ribeiro. O fortalecimento da unidade foi consenso entre os coordenadores.

Toninho, coordenador geral da FASUBRA, fez uma avaliação de conjuntura nacional e internacional. “Estamos diante de um cenário que não tem sido fácil para o conjunto dos trabalhadores e tem a ver também com a disputa do mercado internacional. Vemos um momento de efervescência e turbulência na América Latina e o Brasil está colocado de forma subserviente a essa política internacional, seja política, social ou economicamente” destacou.

Para Toninho, deve ser aprovado um calendário central de lutas. “Diante desse quadro, temos os ataques de desmonte dos direitos sociais da população, em especial do serviço público, e precisamos buscar a unidade dos trabalhadores porque as reformas estão colocadas. É fundamental também a defesa das Universidades Públicas do nosso país e da democracia. Devemos aprovar um calendário conjunto de lutas”, ressaltou.

José Maria fez uma retrospectiva do processo pré-eleitoral até o resultado final. “Estamos aqui para definir o rumo do nosso movimento após as eleições. Precisamos sair dessa plenária fortalecidos e unificados para enfrentar esse governo, além de avançar na nossa organização”, disse.

Rosângela Costa destacou que é necessário a união de todos os trabalhadores(as). “Estamos vivendo um momento difícil e se faz necessário a construção de uma unidade entre nós: trabalhadores e trabalhadoras, do movimento social, e de todos os setores do serviço público e do serviço privado. Portanto, a nossa tarefa é muito maior do que organizar nossa categoria para o enfrentamento. É a unidade na luta de classes e a solidariedade que vamos exercitar a partir de agora”, afirmou.

O coordenador João Paulo afirmou que a categoria deve se preparar para um enfrentamento maior e momentos mais duros. “A luta é pela democracia e pelas Universidades Públicas. É muito importante a gente participar de fóruns internacionais para denunciar o que está acontecendo e aumentar nossa resistência. Há um retrocesso na América que não é divulgado”, analisou.

Valdenice Ribeiro falou sobre o retrocesso nas conquistas da categoria. “Vamos enfrentar um governo de extrema-direita e temos que ir para a ofensiva porque esse governo vai atacar o movimento sindical. Hoje é necessário a unidade de todos os setores que querem lutar contra o governo eleito”, disse.

Homenagem

Na abertura do segundo dia, a plenária fez um minuto de silêncio em memória aos colegas que faleceram recentemente e que ajudaram na luta.

Abertura da Plenária Nacional Comemorativa dos 40 anos da Fasubra

A Plenária Nacional comemorativa dos 40 anos da FASUBRA Sindical começou nesta sexta-feira (7) e vai até o próximo domingo (9), no auditório 3, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB). Compuseram a mesa de abertura os coordenadores Rosângela Costa, José Maria Castro, Toninho, Mariane de Siqueira, Lucimara da Cruz e José Rebouças.

Na pauta estão estratégias para enfrentar os ataques do governo eleito à Educação Pública, avaliação de conjuntura nacional e internacional, informes de base e encaminhamentos.

Os 40 anos que a entidade completa no próximo dia 19 de dezembro foi um dos principais assuntos da plenária na parte da manhã. Os coordenadores fizeram uma retrospetiva das lutas e das principais conquistas durante o período.

José Maria lembrou a criação da Federação. “Não podemos deixar de reconhecer a inciativa de diversos companheiros em 1978. Sem essa iniciativa não estaríamos aqui”. Ele lembrou também a primeira mulher que presidiu a entidade em 1984, Vânia Galvão.

José Rebouças afirmou que ao longo dos 40 anos, a Federação foi protagonista na luta dos técnico-administrativos das Universidades e enfrentou os vários governos e conjunturas. “Continuaremos na luta e nessa plenária apresentaremos as diretrizes para enfrentar o governo Bolsonaro”, disse.

A coordenadora Rosângela da Costa destacou que a Federação é uma entidade forjada na luta, que traz em seu interior várias correntes de pensamentos políticos e ideológicos, mas mesmo assim “construiu nesses 40 anos uma entidade forte, combativa e que ousa sair do âmbito corporativo”.

Para Lucimara da Cruz, é muito importante a comemoração dos 40 anos. “Devemos compreender que nesse momento a unidade enquanto trabalhadores(as) é fundamental. Na Diretoria Nacional (DN) estão contempladas várias matizes de pensamentos e precisamos nos fortalecer. A festa é o momento de recarregar nossas baterias para o enfrentamento”, destacou.

Mariane de Siqueira comentou que antes de ser da categoria já via a FASUBRA como um exemplo de federação e organização dos trabalhadores. “É uma Federação que na sua estrutura garante a pluralidade de pensamento, de entendimento e de proposições. Isso é um aprendizado muito grande para toda a classe trabalhadora”, analisou.

Rodrigo Rodrigues, da CUT-DF, compareceu à plenária e falou sobre a unidade dos trabalhadores(as). “Mais do que nunca essa unidade significa a nossa resistência. Vivemos um momento em que vamos enfrentar a continuidade da existencia da organização da classe trabalhadora”, alertou.

No período da manhã também foram feitos os informes nacionais e os informes das atividades das coordenações. O coordenador geral Toninho comunicou que, durante reunião com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), foi discutido a criação de uma frente em defesa das Universidades e em defesa da Educação. A frente, segundo ele, contemplaria todos as entidades da educação e iria articular ações conjuntas diante do novo governo.

À tarde, os delegados participaram da reunião dos coletivos. Amanhã (8), delegados e coordenadores fazem a avaliação de conjuntura e, à noite, a partir das 19h, será realizada a festa em comemoração aos 40 anos de luta da FASUBRA, no Centro Comunitário Athos Bulcão da UnB. No domingo (9), os participantes dão continuidade à analise de conjuntura e fazem os encaminhamentos.