Ato “Fora Bolsonaro” fortalece a luta em BH pelo impeachment já

Belo Horizonte reafirmou, neste sábado, 24 de julho, seu compromisso com a luta pelo impeachment já e voltou a gritar “Fora Bolsonaro”. No quarto ato presencial realizado em menos de três meses, milhares de pessoas voltaram às ruas para defender a democracia, para lutar pela vida, exigir vacina no braço, comida no prato, emprego, auxílio emergencial de R$ 600, as empresas públicas, protestar contra as privatizações, a reforma administrativa e contra do governo de Minas Gerais, Romeu Zema, um seguidor fiel da política de fome e de morte do presidente.

Os manifestantes, convocados pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), demais centrais, movimentos sindical, sociais, populares, estudantis e lideranças políticas se concentraram no palco que tem tudo a ver com todas as pautas: a Praça da Liberdade. O protesto foi acompanhado pelo Bloco Sou Vermelho e outras performances artísticas.

Mais uma vez a diversidade se fez presente no ato, que abrigou pessoas de todas as idades, tendências, classes sociais, lideranças políticas e, como de costume, integrantes de torcidas organizadas. Todas e todos foram às ruas para derrubar um governo que, desde 2019, é responsável pelo país voltar ao mapa mundial da fome e por mais de 550 mil mortes pela pandemia de Covid-19.

A passeata, iniciada por volta das 15h30, seguiu pela Avenida Brasil, Praça Tiradentes, Avenida Afonso Pena. O ato foi encerrado no início da noite na Praça Sete, Região Central de Belo Horizonte. Os organizadores garantiram que mais atos, protestos e mobilizações serão realizados e que só sairão das ruas quando o governo de Jair Bolsonaro cair.

“Voltamos às ruas mais uma vez contra Jair Bolsonaro e contra Romeu Zema. O povo brasileiro sofre com o desemprego, com uma política econômica desastrosa. O povo sofre sem vacina e com a carestia, com aumentos constantes dos preços dos alimentos, do gás de cozinha, dos combustíveis e uma política de saúde genocida que já provocou mais de 550 mil mortes. Bolsonaro já sofreu com os soluços, por causa da CPI da Covid-19. E o Zema vai soluçar também com a CPI da Cemig, que vai de desnudar seu modelo de gestão que significa a ruína de Minas Gerais”, disse o presidente da CUT/MG, Jairo Nogueira Filho.

“Bolsonaro representa o que temos de pior neste Brasil: o negacionismo genocida. São mais de 550 mil mortes. Este é o exemplo deste governo. Bolsonaro em saúde pública foi uma tragédia. E levou ainda o país de volta ao mapa da fome. A mendicância é um absurdo e visível em todos os lugares. As pessoas não têm o que comer. Há fila para comprar osso ou um arroz que derrete. Uma política econômica nefasta. Em agosto quer privatizar os Correios. Está entregando a Eletrobrás e, se não lutarmos, vai fazer o mesmo com a Petrobrás. Com isso, a iniciativa privada é que vai tomar conta do orçamento público. Vão cobrar pela escola, pela saúde, por tudo. O Paulo Guedes pretende fazer o mesmo que fizeram no Chile. Ele está com saudades do Chile do Pinochet. Precisamos de união para derrotar Bolsonaro e o Centrão. E só com Lula voltaremos a ter esperança neste país. Ele pode fazer reconstrução do Brasil. Fora Bolsonaro e leve seu capacho, Romeu Zema, junto”, disse o deputado federal Rogério Correia (PT).

“Estamos nas ruas para lutar contra um governo que está destruindo as políticas de emprego e de trabalho, desmontou o Ministério do Trabalho, e quer destruir o Estado brasileiro com a PEC 32, da Reforma Administrativa. Não podemos permitir que isso aconteça. Por isso, temos que continuar unidos e nas ruas”, afirmou Jussara Griffo, da Direção Colegiada do Sindicato dos Trabalhadores Ativos, Aposentados e Pensionistas do Serviço Público Federal no Estado de Minas Gerais (Sindsep/MG).


Disponível em <https://sindifes.org.br/dia-de-luta-contra-a-reforma-administrativa-e-por-direitos-mobiliza-trabalhadores/> Acesso: 17/09/2021 às 00:16