Categoria discute Carreira no terceiro dia do XXIV Confasubra

A manhã do terceiro dia do XXIV CONFASUBRA foi dedicada à discussão sobre as possibilidades de avanços do PCCTAE (Plano de Cargos e Carreiras dos Técnico-Administrativos em Educação) incluindo as propostas de ascensão funcional e gratificação.

Marcelino Rodrigues, do grupo UNIR, explicou que a Carreira dos Técnico-Administrativos em Educação foi construída sobre três pilares; o primeiro é o projeto de Universidade Cidadã para os Trabalhadores; o segundo, a proposta de Cargo Único para a Categoria, com a inclusão da ascensão funcional; e o terceiro o projeto de Hospitais Universitários. “O PCCTAE foi um ganho de greve histórico, após uma série de lutas e é fruto de uma disputa entre trabalhadores e governo, e com o embate não ficou como desejávamos, mas foi o plano que mais avançou em nossa história”, diz ele.

Segundo Marcelino, o grupo UNIR reconhece a necessidade de equiparar os novos servidores, que estão limitados ao teto do INSS, aos servidores que têm a paridade revogando a legislação e não criando uma gratificação que irá dividir a Categoria. . Porém, não acredita que a gratificação seja a saída. “Temos o desafio de superar os limites impostos pelas legislações e governos anteriores. Precisamos de uma tabela salarial que nos valorize enquanto servidores públicos federais, mãos e pés do estados”, finaliza.

Maria Tereza Fuji, também do grupo UNIR, reafirmou a posição da Federação na defesa da Categoria, inclusive dos aposentados e aposentadas. “A FASUBRA fez uma luta enorme para impedir que os aposentados fossem mandados para o INSS, derrubamos o calendário e a lei, pois sabíamos que não há estrutura para nos atender”.

Representando o grupo Ressignificar, Adriana, defendeu uma carreira que os servidores Técnico-Administrativos em Educação possam transitar dos fazeres mais simples até os mais complexos. “A ideia é que o servidor possa ingressar como, por exemplo, auxiliar de pedreiro e se qualificar até chegar a um engenheiro civil. A medida em que o servidor se qualifica, qualifica a instituição”, explica.

Para o grupo Ressignificar a resposta não é uma nova carreira e não deve passar apenas pela recuperação dos vencimentos, apesar deste último ponto ser fundamental. “Precisamos lutar pela ascensão funcional, manter a paridade e retornar aos princípios básicos do PCCTAE”, finaliza.

Na visão da CTB, o grande desafio a ser enfrentado é a recomposição salarial, uma vez que a Categoria tem os piores vencimentos entre os servidores públicos federais. “Quando analisamos o desejo da base, vemos que querem o incentivo a qualificação, capacitação, avaliação de desempenho, reconhecimento de saberes e conhecimentos e tudo isto tem no PCCTAE. Não precisa acabar com a carreira para termos isto” avaliou Fátima Reis.

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Grupos de Trabalho

Na parte da tarde os delegados foram divididos em nove grupos de trabalho para discutirem o plano de lutas dos Técnico-Administrativos em Educação para os próximos três anos. Os grupos estavam livres para discutirem quaisquer pautas apresentadas pelos 10 coletivos que enviaram teses para o CONFASUBRA. Ao final dos trabalhos o resultados das discussões será submetido a uma curadoria que analisará as propostas e sistematizará um plano a ser votado na Plenária Final, no dia 20, sábado.

 


Disponível em <https://sindifes.org.br/base-do-sindifes-aprova-continuidade-da-greve-apos-rejeitar-parcialmente-proposta-do-governo/> Acesso: 16/06/2024 às 06:58