Nota das centrais sindicais em Minas Gerais sobre a Jornada de Lutas do 1º de Maio

Dia de luta! Precisamos nos mobilizar e ir às ruas para construir um histórico 1º de Maio capaz de impulsionar ainda mais a nossa luta para derrotar o projeto político que está destruindo o país

Nota das centrais sindicais em Minas Gerais sobre a Jornada de Lutas do 1º de Maio 3

O 1º de Maio tem um papel histórico na vida de trabalhadoras e trabalhadores. Neste ano, a data se transformou no ponto de partida decisivo de uma jornada de lutas contra todos os ataques que a classe trabalhadora, a democracia, o estado de direito e a soberania nacional vêm sofrendo nos últimos seis anos, iniciados com o golpe de 2016 e potencializadas ao extremo pelo atual governo de extrema direita e seus aliados.

Neste período nefasto nós, do movimento sindical, estivemos juntos em atos, mobilizações e ações, ao lado de parceiros dos movimentos sociais, populares, estudantis, lideranças políticas progressistas e do povo brasileiro no enfrentamento aos desmandos de neofacistas, contra a necropolítica, a precarização, o desmonte do estado, a política ultraneoliberal de privatizações, personificadas no atual governo federal, tendo como capacho a gestão, em Minas Gerais, de Romeu Zema.

No pós-golpe, fomos atacados com o congelamento de investimentos por 20 anos em setores essenciais para a população como educação, saúde e segurança pública. A classe trabalhadora e, consequentemente, todo o povo, foram penalizados com a reforma trabalhista. Com o falso argumento de gerar vagas de emprego, a gestão golpista precarizou as relações de trabalho, criou condições ainda mais favoráveis à informalidade, aos contratos temporários, à jornada intermitente. Sucateou o Ministério do Trabalho, a Justiça do Trabalho, e, pior de todos os males, devastou a representação sindical e a defesa dos direitos e conquistas de trabalhadoras e trabalhadores. Com esta reforma, a taxa de desemprego alcançou níveis históricos e a renda dos brasileiros caiu assustadoramente, afetando todos os setores da economia, inclusive o comércio. E o Brasil voltou a figurar no Mapa da Fome, de onde havia saído nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Dando continuidade ao projeto de destruição da classe trabalhadora, o governo atual, uma consequência do golpe de 2016, ampliou esta reforma por dentro, com medidas provisórias, e foi brutal com a Reforma da Previdência, com a ampliação do tempo de contribuição e o aumento da idade mínima para a aposentadoria, entre outras regras nocivas, que atingem, principalmente, a população mais carente e vão afetar, negativamente, os jovens que buscam espaço no mercado de trabalho.

E ainda somos todas e todos penalizados por uma política econômica que sabota a qualidade de vida de brasileiras e brasileiros, com a carestia, os preços exorbitantes de alimentos, combustíveis, gás de cozinha e que leva pessoas a disputar ossos.

Portanto, a jornada de lutas, tendo o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador como um dos alicerces, é vital para classe trabalhadora e todo o povo brasileiro. Precisamos nos mobilizar nos locais de trabalho, dialogar com a população das periferias, ir às ruas para construir um histórico 1° de Maio capaz de impulsionar ainda mais a nossa luta para derrotar o projeto político em curso no país e replicado em Minas Gerais.

Agenda

26 a 29 de abril – Semana de Ações de Mobilização e Panfletagens

1º de Maio – Ato em Belo Horizonte, com concentração na Praça Afonso Arinos, na Região Central. Depois, será realizada marcha até a Praça da Assembleia, onde vai acontecer ato político/cultural.


Disponível em <https://sindifes.org.br/sindifes-convoca-tae-da-ufmg-para-assembleia-no-dia-24-de-maio-as-9h30-na-arena-da-fafich/> Acesso: 21/05/2022 às 21:43