
Técnico-Administrativos em Educação da base do SINDIFES-MG realizaram Assembleia Sindical Geral híbrida na manhã desta quinta-feira, 7 de maio, no Auditório A102 da CAD 2, no Campus Pampulha da UFMG, com transmissão simultânea via Zoom para servidores do HC-UFMG, CEFET-MG, UFVJM e IFMG. A pauta central foi o levantamento do quantitativo de adesão e a avaliação do movimento, que completa cerca de setenta dias. Ao final, a Categoria votou pela manutenção da greve, com dois votos contrários e sete abstenções.
Cenário nas negociações
A coordenadora geral do SINDIFES-MG, Cristina del Papa, abriu a Assembleia com um panorama das negociações. Segundo ela, o MGI segue sem receber o Comando Nacional de Greve, respondendo apenas a ofícios protocolados, e a última resposta recebida sobre o andamento da minuta do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), limitou-se a informar que o texto “está caminhando”. O MEC, por sua vez, tem dialogado com a FASUBRA Sindical e trabalhado para encaminhar resoluções para os pontos da pauta que foram direcionadas ao Ministério.
Cristina informou que uma reunião entre MEC e MGI, prevista para fechar o texto do decreto do RSC, foi marcada duas vezes e não ocorreu na primeira data, quando o secretário executivo do MGI foi convocado às pressas ao Palácio do Planalto. A segunda tentativa seria na quinta-feira, 7. A FASUBRA Sindical aguarda o retorno dessa. A disputa em torno do texto, segundo a coordenadora, se dá porque o andar de cima do MGI quer fazer alterações que a área técnica do órgão havia, em conjunto com o MEC, já acordado.
A coordenadora apontou que o encerramento da greve depende, no mínimo, da publicação do decreto do RSC, da emissão de nota técnica sobre as 30 horas e da instalação dos grupos de trabalho previstos na pauta.
Atividades do Comando Nacional de Greve em Brasília
Na semana que antecedeu a Assembleia, o Comando Nacional de Greve intensificou as atividades em Brasília. Foram realizadas visitas a gabinetes de parlamentares de todos os partidos, com entrega de carta da FASUBRA solicitando que o MEC e o MGI efetivem as negociações com o Comando. Toda quinta-feira, o Comando realiza ato na porta do MGI. Na tarde de quarta-feira, 6, o grupo também foi ao local onde a Ministra da Gestão realizava evento público. Os vídeos sobre o não cumprimento do acordo de greve, publicados pela FASUBRA, atingiram mais de 160 mil visualizações. A coordenadora agradeceu todas e todos que contribuíram com o compartilhamento e likes.

Levantamento da adesão por unidade
A Assembleia realizou um levantamento unidade por unidade da UFMG e por instituição da base, da adesão ao movimento paredista. A greve está instalada em praticamente todas as unidades, algumas com mais intensidade do que outras. Há também registro do movimento paredista no CEFET-MG, UFVJM e IFMG. No HC-UFMG, a situação é específica e será tratada em Assembleia no local.
Avaliação da greve
Após o levantamento, a palavra foi aberta para avaliação. Foi apontado que o auditório, com capacidade máxima de 290 lugares, estava cheio, com pessoas sentadas nas escadas e acompanhando do lado de fora do auditório. Na lista de presença foram registradas 447 pessoas. Já a transmissão online contou com 141 pessoas. A direção do Sindicato e o Comando de Greve avaliam como um dado importante, pois o número se aproxima das Assembleia Online (média de 650 participantes). Na avaliação também foi pontuado a necessidade de aguardar os desdobramentos das negociações com calma, para que uma possível indicação de saída da greve seja tratada em momento oportuno. Por fim foi reforçado a importância das iniciativas do Comando Nacional de Greve, principalmente as guerrilhas virtuais, como os vídeos que estão sendo divulgados pela Federação, e as ações presenciais em Brasília, junto aos parlamentares e governo.
Encaminhamento
A Assembleia aprovou a manutenção da Greve por ampla maioria. O encaminhamento é aguardar o retorno do MEC, que até o dia 8 de maio, pode enviar sua posição à FASUBRA. A programação de atividades para a semana que vem será divulgada em breve pelo Sindicato.



