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TAE da UFMG deliberam discutir indicativo de greve sanitária em Assembleia do dia 21 de janeiro

Os Técnico-Administrativos em Educação da UFMG deliberaram, em Assembleia Sindical Geral, nesta segunda, 21, que caso a Reitoria permaneça com a 3ª etapa do Plano de Retorno Presencial e desconsidere os novos indicativos da pandemia, seja avaliado, em nova Assembleia no dia 21 de janeiro, o indicativo de greve sanitária. A Assembleia contou com mais de 200 participantes e foi realizada via aplicativo Zoom Meetings.

A direção do SINDIFES repassou os seguintes informes:

1) No dia 11 de janeiro foi realizada uma reunião com as entidades que representam os três segmentos da Comunidade Univesitária (SINDIFES, APUBH, DCE e APG). Os seguintes encaminhamentos foram aprovados nesta reunião:

a) Produzir uma nota conjunta cobrando o passaporte vacinal, uma nova manifestação da Reitoria e do Comitê COVID a partir dos novos indicadores da pandemia e o não retorno presencial de 100% dos trabalhadores enquanto permanecer o alto índice de transmissibilidade da ômicron e o surto da Influenza H3N2;

b) As entidades devem adquirir conjuntamente máscaras PFF2 para distribuirem para a comunidade universitária, assim como nos atos Fora Bolsonaro;

c) As entidades devem encampar a Campanha da UFMG sobre a importância da vacina e da vacinação;

d) As entidades devem divulgar o trabalho do Monitora COVID;

e) Solicitar reunião conjunta com a Reitoria e com Comitê COVID da UFMG para discutirem a necessidade de atualização do Plano de Retorno Presencial levando em consideração: os novos indicadores de transmissibilidade da ômicron, o alto nível de ocupação dos leitos na grande BH, o surto de Influenza H3N2, os desastres causados pelas chuvas na grande BH e em Minas Gerais;

f) O SINDIFES e o DCE  devem acionar a Comissão de Acompanhamento e Biossegurança do Conselho Universitário, a qual são integrantes, para convocar o Comitê COVID afim de discutir a necessidade de atualização do Plano de Retorno Presencial;

g) O SINDIFES e o DCE participaram da Assembleia da APUBH, no dia 13/1  e deram informes de seus segmentos.

2) Suspensão de todas as atividades presenciais no COLTEC devido ao surto de COVID;

Todas as atividades presenciais no COLTEC foram suspensas após a unidade registrar 18 casos confirmados e 38 suspeitos de COVID. As atividades foram suspensas após pressão dos TAE que descobriram que as informações foram repassadas somente para alguns professores e alunos, enquanto os demais membros da comunidade do COLTEC não foram informados. A situação do COLTEC foi inaceitável e não pode se repetir em nenhuma unidade acadêmica ou administrativa.

3) Solicitação de Reunião com a Reitora

A reunião solicitada pelo SINDIFES, APUBH, DCE e APG com a Reitora foi marcada para o dia 19 de janeiro às 17h. Esta reunião será presencial e cada entidade poderá levar até três representantes escolhidos por suas diretorias. A pauta principal será a necessidade de nova manifestação da reitoria e do comitê covid a partir dos novos indicadores da pandemia, manutenção de não retorno presencial de 100% dos Trabalhadores ao mesmo tempo e cobrança do passaporte vacinal.

Após os informes e discussões, a Categoria deliberou os seguintes encaminhamentos:

  1. O SINDIFES cobrará, na reunião conjunta com a Reitora, a compra, em maior quantidade, de EPIs, principalmente máscaras PFF2; melhorias nas condições dos ambientes de trabalho conforme as indicações das normas sanitárias e a criação da CISSP (Comissão Interna de Saúde do Servidor Público), entre outros pontos;
  2. Será convocada uma Assembleia no dia 21/1, sexta-feira, para a Categoria avaliar os informes da reunião com a Reitoria e discutir a aprovação, ou não, de um indicativo de greve sanitária;
  3. O SINDIFES participará da compra conjunta de máscaras PFF2 com o APUBH e o DCE;
  4. A Comissão de Acompanhamento do SINDIFES terá a participação obrigatória de ao menos um membro de cada unidade/setor/órgão para ajudar na avaliação das condições dos locais de trabalho conforme as normas sanitárias. A avaliação será utilizada para cobrar dos diretores e da reitoria a melhoria dos ambientes laborais.

Campanha Nacional de Reajuste Salarial Emergencial e Greve Unificada

O segundo ponto de pauta tratou da reunião do FONASEFE (Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais) no dia 14 de janeiro, onde foi deliberado os seguinte encaminhamentos para a Campanha Salarial de 2022:

  1. No dia 18/1, entregar ao governo federal a reivindicação de reajuste emergencial de 19,99% (índice correspondente a inflação dos três anos do governo Bolsonaro);
  2. Dia de luta em Defesa do Reajuste Salarial Emergencial, no dia 18/1, com atos na porta do Banco Central às 10h e no Ministério da Economia às 15h, em Brasília;
  3. Celebrar o dia 24/1, Dia Nacional de Luta dos Aposentados com registros e manifestações onde for possível;
  4. Realizar Plenária Nacional dos Servidores Públicos no dia 27/1, com início às 15h, de forma on-line;
  5. Realizar no dia 28/1 coletiva de imprensa para divulgação do calendário de luta e da campanha salarial;
  6. Fazer Jornada de Luta, em Estado de Greve do dia 14/02 a 25/02 em todo o Brasil, com atos centralizados em Brasília, exigindo que sejamos recebidos pelo governo e que nossas reivindicações sejam atendidas;
  7. Indicar para o dia 9/3 o início da greve nacional dos servidores públicos.

Após os informes e discussões, a Categoria deliberou os seguintes encaminhamentos:

  1. Elaborar e encaminhar nota para a Direção da FASUBRA e para os sindicatos da base com os seguintes pontos: 
    1. Os Técnico-Administrativos em Educação não tem reajustes desde o governo Temer, portanto, a perda salarial é maior que a de outras Categorias. Isto precisa ser explicitado;
    2. como estratégia conjunta com os demais servidores pode-se solicitar o reajuste salarial emergencial de 19,99%;
    3. discordamos do indicativo de greve para o 9 de março;
    4. por estarmos em ano eleitoral, nosso prazo para pressionar o governo é o mês de julho, quanto antes começarmos, melhor;
    5. antecipação do indicativo de greve para, no máximo, na segunda quinzena de fevereiro;
    6. a Greve é um instrumento de luta que precisa ser utilizado, principalmente diante de um governo fascista e que não dialoga com os servidores públicos federais;
    7. conclamar os demais sindicatos de base a se mobilizarem para greve em fevereiro.
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