TAE da base do SINDIFES se unem as Servidores Públicos para protestarem por melhores condições de trabalho e vida e contra as privatizações

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Na última terça-feira, 3 de outubro, Técnicos-Administrativos em Educação da UFMG, CEFET-MG, UFVJM e IFMG paralisaram suas atividades e se uniram a servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal em uma manifestação conjunta, buscando defender os serviços públicos, exigir negociações efetivas e sem enrolação do governo federal e protestar contra as privatizações.

Em Belo Horizonte, o evento ocorreu na Praça Sete às 17h, em conjunto com APUBH, SINDICEFET-MG, SITRAEMG, SERJUSMIG e SINDBEL, entre outras entidades; já em Diamantina, a manifestação teve lugar às 14h, na reitoria da UFVJM, no campus JK. Estas ações fizeram parte do Dia Nacional de Luta com Paralisação convocado e organizado pela FASUBRA Sindical, Andes-SN e Sinasefe. O objetivo central era pressionar o governo federal a iniciar negociações efetivas e conscientizar a população sobre a difícil situação dos servidores da Educação, que enfrentam perdas salariais superiores a 50%.

Pauta das Manifestações:

  • Exigência de negociações sem enrolação
  • Valorização dos servidores públicos
  • Recomposição salarial
  • Aprimoramento da Carreira
  • Defesa dos Hospitais Universitários
  • Oposição à PEC 32

Em Belo Horizonte, Waldir de Paula Martins, coordenador de Políticas Sociais do SINDIFES, pediu apoio da população na defesa dos serviços públicos e na valorização dos servidores. “Estamos no dia a dia com a população, enfrentando as mesmas dificuldades e desafios. Passamos seis anos sem aumento salarial, o que é insustentável para qualquer trabalhador. Os serviços de atendimento nos postos de saúde, escolas e universidades são realizados pelos servidores públicos, que também têm famílias, contas a pagar e alugueis a sustentar. Portanto, é fundamental que tenhamos condições de vida adequadas para continuar prestando esses serviços essenciais”, afirmou Waldir.

O coordenador do SINDIFES também instou a categoria a participar ativamente de protestos presenciais e a retomar as ruas em busca de melhores condições de trabalho e de vida. “Vamos retomar a luta, voltar às ruas. Embora as redes sociais e grupos de WhatsApp sejam importantes para a comunicação, é hora de deixar os dispositivos móveis de lado e ocupar as praças e ruas, onde nossa presença é mais impactante e onde nunca deveríamos ter deixado de estar!” concluiu Waldir.

FASUBRA e SINASEFE discutem Carreira dos TAE com Governo

Na tarde desta terça-feira, em Brasília, a coordenação geral da FASUBRA Sindical e do SINASEFE se reuniram com representantes do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) na Mesa Específica e Temporária de Negociações para discutirem a reestruturação do Plano de Cargos e Salários dos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

Durante a reunião, a Fasubra apresentou suas propostas, que englobam a recomposição das perdas inflacionárias, a definição de um piso de três salários-mínimos, ajustes nos percentuais de incentivo à qualificação, expansão dos níveis de capacitação e implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências, entre outros pontos.

A coordenadora-geral da Fasubra, Cristina Del Papa, enfatizou a necessidade urgente da instalação da Comissão Nacional de Supervisão de Carreira (CNSC), um componente crucial no processo de reestruturação do PCCTAE. Ela recordou que o Ministro da Educação, Camilo Santana, já havia se comprometido a publicar uma portaria nesse sentido. Além disso, Cristina solicitou o acesso ao extrato da folha salarial, para que a FASUBRA tenha acesso aos cálculos dos investimentos necessários para aprimoramento da Carreira.

O governo concordou em publicar a portaria para instalação da CNSC na próxima semana e se comprometeu a analisar todas as propostas apresentadas, realizando um estudo sobre a viabilidade e o impacto orçamentário das mesmas. A coordenadora da Fasubra, Ivanilda Oliveira, destacou a mobilização dos Técnicos-Administrativos em Educação em todo o país, evidenciando a insatisfação da Categoria e a expectativa por melhorias salariais e condições de trabalho. Ivanilda também enfatizou a importância de garantir que essa mesa de negociações seja produtiva e que não se torne uma mera formalidade.

A previsão do governo é que o trabalho continue até dezembro para a implantação 2024.

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Disponível em <https://sindifes.org.br/base-do-sindifes-aprova-continuidade-da-greve-apos-rejeitar-parcialmente-proposta-do-governo/> Acesso: 13/06/2024 às 17:31