Um governo submisso que aprofunda nossa condição de colônia

Um governo submisso que aprofunda nossa condição de colônia 3

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/por-que-ricos-ficaram-mais-ricos-e-pobreza-explodiu-na-pandemia/

Um governo submisso que aprofunda nossa condição de colônia

Quando Bolsonaro escreveu em seu programa de governo ‘menos Brasília e mais Brasil’, o nome de nosso país deveria estar escrito com ‘z’, de ‘Brazil’. Pois o que está acontecendo, com o apoio da justiça e sem discussão com o Congresso Nacional e com a sociedade, é a entrega de nossas riquezas e das empresas estatais ao capital internacional.

Enquanto a nossa soberania vai sendo destruída e voltamos a aprofundar nossa condição de colônia, em pleno século XXI, aumentam a fome, o desamparo, o desalento de nosso povo, evidenciados, de forma cruel, no crescimento expressivo nas grandes cidades da população com trajetória de rua.

Esse é o preço que pagamos, quando o atual governo entrega ao mercado a responsabilidade pelo crescimento da economia, geração de empregos, produção e distribuição da riqueza. Mas a lógica predominante do mercado, dominado pelo capital financeiro, não é a de investir na produção, mas se valer dos fundos públicos para acumular…e acumular! O banqueiro mais rico do mundo, não por acaso, é brasileiro!

Nosso país, sob a batuta de Bolsonaro, Mourão, Guedes e os militares, produz com eficiência uma multidão de pobres e desempregados em proveito de alguns poucos bilionários nutridos por essa pobreza estrutural. Segundo a Forbes, as 10 pessoas mais ricas do Brasil detêm, sozinhas, o equivalente a todo o PIB (produto interno bruto) do Chile!

Uma pobreza estrutural que somente pode ser combatida com um governo comprometido com o desenvolvimento econômico e social de nosso país, no qual empresas como a Petrobrás, os Correios e a Eletrobrás, entre outras, têm papel estratégico. São empresas que, sob o controle da sociedade, podem, ao mesmo tempo, proteger e explorar de forma ambientalmente responsável as nossas riquezas naturais, gerar empregos, ampliar e diversificar a cadeia produtiva da nossa economia e gerar recursos financeiros para a execução de políticas que reduzam a desigualdade social.

O campo democrático e popular sofreu uma dura derrota com a eleição de Bolsonaro. A pandemia nos impede de ocupar maciçamente as ruas, embora existam razões e disposição para a luta! Enquanto essa situação perdurar, temos que buscar os meios disponíveis para construir coletivamente com as pessoas do nosso convívio uma compreensão crítica desse governo submisso ao presidente estadunidense Donald Trump e ao imperialismo que ele representa, que destrói a  nossa soberania e os nossos direitos.

Embora não estejamos ocupando as ruas, nossa posição nunca foi de acovardamento ou de timidez perante os ataques! Estamos acumulando forças, dialogando com a sociedade e atuando no Congresso Nacional e na Justiça para enfrentar as investidas desse governo contra as estatais, as empresas públicas e os direitos sociais. Esse acúmulo de forças passa, neste dia 03 DE OUTUBRO, por nos juntarmos aos movimentos sociais em DEFESA DE NOSSA SOBERANIA E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES.

Nós, Sindicatos da Educação, ameaçados por uma reforma administrativa privatizante,  em constante luta contra os cortes nos orçamentos da Educação, em defesa da Universidade, dos Institutos Federais, dos CEFETs e das carreiras dos servidores e servidoras dessas instituições públicas, continuamos mobilizados e dizendo NÃO A ESSE GOVERNO SUBMISSO E DE DESTRUIÇÃO!

Resistiremos junto com os companheiros e companheiras das estatais e empresas públicas dizendo NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES!

SINDIFES | SINDCEFET-MG | APUBHUFMG+

 


Disponível em <https://sindifes.org.br/assembleia-discutira-eixo-de-luta-e-aprovacao-do-estado-de-greve/> Acesso: 01/12/2020 às 02:38